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13/May/2026

Cana: projeção da moagem 2026/27 no Centro-Sul

Segundo projeção atualizada da StoneX, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deverá alcançar 632,2 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 3,5% em relação ao ciclo anterior. A revisão representa acréscimo de aproximadamente 12 milhões de toneladas frente à estimativa divulgada em março, refletindo principalmente a melhora das condições climáticas durante a entressafra e a expectativa de recuperação da produtividade agrícola. A produtividade média está projetada em 76,7 toneladas por hectare, avanço de 3,1% ante a safra 2025/26. A área colhida deve atingir recorde de 8,24 milhões de hectares no Centro-Sul. O cenário foi favorecido pelas chuvas registradas entre dezembro de 2025 e março de 2026, que ficaram mais de 25% acima do volume observado na entressafra anterior nas principais regiões produtoras. Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar no Centro-Sul deverá recuar 1%, para 40 milhões de toneladas.

A redução decorre da menor participação do açúcar no mix industrial, estimada em 47,9% na safra 2026/27, ante 50,4% no ciclo anterior. Em março, a StoneX projetava mix açucareiro de 48,7%. O início da safra ocorre em um ambiente de maior atratividade econômica do etanol em relação ao açúcar, estimulando as usinas a direcionarem maior parcela da cana para a produção do biocombustível. A produção total de etanol no Centro-Sul deverá atingir recorde de 38 bilhões de litros, crescimento de 12,7% sobre 2025/26. O volume inclui 26,9 bilhões de litros de etanol de cana, alta de 9,6%, e 11,1 bilhões de litros de etanol de milho, avanço de 21,1%. A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% deverá ampliar a demanda pelo biocombustível em aproximadamente 500 milhões de litros no Centro-Sul. O aumento da oferta será suficiente para atender esse crescimento do consumo sem pressionar o abastecimento.

Outro fator observado pelo mercado é o baixo nível de hedge das usinas para exportação de açúcar. Isso amplia a flexibilidade operacional das unidades industriais para ajustes no mix de produção ao longo da safra, conforme o comportamento relativo dos preços entre açúcar e etanol. No Norte-Nordeste, a estimativa preliminar aponta moagem de 57,8 milhões de toneladas na safra 2026/27, crescimento de 3,4%. A produção de açúcar na região deverá alcançar 3,4 milhões de toneladas, alta de 7,2%, enquanto a oferta total de etanol é projetada em 4,3 bilhões de litros, avanço de 23,1%, impulsionado pela expansão do etanol de milho. O cenário reforça a expectativa de recuperação da oferta de cana no Brasil, combinada com maior protagonismo do etanol no mix industrial, em um ambiente de maior demanda doméstica por biocombustíveis e expansão contínua da produção de etanol de milho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.