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13/May/2026

Açúcar: projeção do déficit global em 2026/2027

A StoneX projeta déficit global de 550 mil toneladas de açúcar na safra 2026/27, revertendo o superávit estimado em 2,3 milhões de toneladas para a temporada 2025/26. A mudança no balanço global reflete principalmente os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que devem impactar a produção asiática, além da redução esperada na oferta europeia. A produção mundial de açúcar foi estimada em 193,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 1% em relação ao ciclo anterior. O consumo global deverá atingir 194,3 milhões de toneladas, avanço anual de 0,5%.

Entre os principais produtores globais, a Tailândia deve registrar uma das maiores retrações de oferta. A produção tailandesa está projetada em 10,2 milhões de toneladas, redução de 15,1%, diante da menor área plantada e da perspectiva de chuvas abaixo da média em função do El Niño. Na Índia, a produção deverá recuar levemente para 27,9 milhões de toneladas. A consultoria destaca que a expectativa de monções 8% inferiores à média histórica podem limitar tanto a produção de açúcar quanto o direcionamento de cana para fabricação de etanol no país asiático. Na União Europeia e no Reino Unido, a produção conjunta de açúcar foi estimada em 15,3 milhões de toneladas, queda de 12,5% frente à safra anterior.

O recuo reflete redução da área cultivada com beterraba e problemas fitossanitários registrados na região. O bloco europeu tende a retornar à condição de importador líquido de açúcar na próxima temporada. Em contrapartida, o Brasil deverá ampliar sua participação no comércio internacional do produto. A StoneX projeta produção de 41,5 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul brasileiro em 2026/27, alta de 6% na comparação anual, sustentada pela maior moagem de cana-de-açúcar e pela expectativa de recuperação do mix açucareiro ao longo do segundo semestre de 2026.

O mercado internacional deverá concentrar atenção crescente sobre os impactos do El Niño na oferta asiática nos próximos meses, especialmente em relação ao comportamento climático em Índia e Tailândia, dois dos principais exportadores globais da commodity. O cenário de déficit global reforça a perspectiva de maior protagonismo do Brasil no abastecimento internacional de açúcar, em um ambiente de maior volatilidade climática e redução da oferta em importantes regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.