ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

07/May/2026

Cana: projeção da moagem e mix na safra 2026/27

Segundo o Citi, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deve alcançar 640 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que representa alta de 5% em relação ao ciclo anterior. A projeção é sustentada pela melhora das condições climáticas, com maior volume de chuvas favorecendo a produtividade dos canaviais. Apesar da recuperação na moagem, a destinação da produção tende a mudar. O mix açucareiro deve recuar para cerca de 48%, refletindo a maior atratividade econômica do etanol. No início da safra, esse movimento já se evidencia, com participação do açúcar em 33% até meados de abril, abaixo dos 45% observados no mesmo período do ciclo anterior.

No cenário global, fatores climáticos e de demanda devem manter o mercado de açúcar mais ajustado. Riscos associados ao fenômeno El Niño, aliados ao aumento do consumo de etanol, contribuem para sustentar os preços internacionais da commodity. Entre os vetores de demanda, destaca-se a possível elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina no Brasil para 32%, além de políticas na Índia voltadas à ampliação do uso de biocombustíveis. Esse ambiente incentiva as usinas brasileiras a direcionarem maior parcela da cana para a produção de etanol.

Do lado da oferta global, a produção indiana abaixo do esperado pode limitar exportações e apertar o balanço mundial, reforçando o viés de sustentação dos preços, que se mantiveram próximos de 15 centavos de dólar por libra-peso em abril. No mercado doméstico, o aumento da moagem já amplia a disponibilidade de etanol, pressionando os preços do biocombustível. Com expectativa de estabilidade na gasolina no curto prazo, a paridade do etanol hidratado tende a permanecer pressionada nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.