07/May/2026
A alta internacional do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio tem impacto estimado em cerca de 20% sobre os preços dos combustíveis no Brasil, posicionando o País entre os menos afetados no cenário global. A avaliação considera a menor intensidade de transmissão dos choques externos ao mercado doméstico, em comparação com outras economias. O abastecimento de combustíveis no País permanece estável, sem risco de descontinuidade, incluindo o mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), que mantém comportamento de preços mais controlado, apesar de elevações observadas em outras regiões do mundo.
No âmbito da política econômica, está em tramitação proposta que autoriza a utilização de receitas extraordinárias do petróleo para redução de tributos incidentes sobre combustíveis. A medida busca flexibilizar a atual exigência de compensação tributária, permitindo reduzir impostos sem necessidade de elevação de outras alíquotas, com o objetivo de conter repasses ao consumidor final, especialmente nos mercados de gasolina e etanol. Adicionalmente, a subvenção ao diesel registra adesão da maioria dos Estados, com exceção de Rondônia. O conjunto de medidas visa preservar a estabilidade de preços e reduzir pressões inflacionárias, com efeitos diretos sobre setores intensivos em combustíveis, incluindo transporte e agronegócio, diante de um cenário externo adverso.
O Ministério da Fazenda avalia a adoção de novas medidas no mercado de combustíveis à medida que evoluam os efeitos da guerra no Oriente Médio. A condução da política econômica considera o acompanhamento contínuo do cenário internacional, com foco na mitigação de impactos sobre preços domésticos e custos logísticos. O conjunto de medidas em avaliação reflete a estratégia de enfrentamento de choques externos e de suporte a segmentos relevantes da economia, com impactos potenciais sobre o crédito, a produção e a estabilidade de preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.