06/May/2026
Conforme cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem dos preços da gasolina nas refinarias da Petrobras atingiu 88% em relação ao mercado internacional, refletindo a alta recente da commodity no exterior. O descolamento indica potencial de reajuste de R$ 2,22 por litro. A pressão sobre os preços domésticos é parcialmente mitigada pela menor dependência do Brasil de importações de gasolina, que representam menos de 10% do consumo interno. Esse fator permite à estatal reduzir a transmissão direta da volatilidade internacional ao mercado doméstico.
Nesse contexto, a janela de importação permanece fechada há 69 dias para a gasolina e há 112 dias para o diesel. No segmento de diesel, a defasagem foi estimada em 52%, o que equivaleria a um aumento potencial de R$ 1,87 por litro caso fosse adotada integralmente a paridade de importação. A política comercial vigente desde maio de 2023 considera limites de preço aceitáveis tanto para o consumidor quanto para a empresa, substituindo o modelo anterior baseado exclusivamente no PPI. Outros combustíveis registraram reajustes recentes conforme cláusulas contratuais. O querosene de aviação foi elevado em 18% e o gás natural em 19,2% a partir de 1º de maio.
Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, operada pela Acelen e que adota a paridade de importação com ajustes semanais, a defasagem da gasolina foi de 11%, enquanto o diesel apresentou preço 7% acima do PPI no fechamento mais recente. Na semana anterior, a refinaria elevou a gasolina em 10%, manteve o diesel estável, reajustou o querosene de aviação em 17,3% e aumentou o gás de cozinha em 4,3%. O cenário de preços reforça a influência do mercado internacional sobre os combustíveis no Brasil, com impactos potenciais sobre custos logísticos, inflação e dinâmica de oferta no mercado interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.