05/May/2026
O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal apresenta comportamento de relativa estabilidade ABRIL nos últimos sete dias, com leve viés de baixa. Após iniciar o período em patamar mais elevado, as cotações recuaram nos dias seguintes, com exceção do dia 29 de abril, que registrou alta pontual. O mercado spot de açúcar segue com liquidez reduzida e os preços do cristal estão firmes. Apesar da postura cautelosa dos compradores, que se mantêm afastados das negociações na expectativa de novas quedas, os preços não estão recuando conforme esperado. Porém, no acumulado do mês de abril, houve baixa expressiva nas cotações. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal tem média de R$ 98,53 por saca de 50 Kg, praticamente estável nos últimos sete dias (R$ 98,54 por saca de 50 Kg).
O comportamento reflete o equilíbrio entre demanda retraída e oferta ainda limitada de cristal. No acumulado de abril, por outro lado, o Indicador registrou forte queda de 7,16%. De modo geral, o volume negociado está concentrado predominantemente em açúcares de coloração mais escura (Icumsa 181-300). Em segundo lugar, aparece o cristal mais claro (Icumsa 131-150), respondendo por aproximadamente metade do volume observado nos tipos mais escuros, enquanto os açúcares Icumsa 151-180 têm participação marginal nas negociações. A retração ainda mais acentuada no volume negociado sinaliza que o lado vendedor está resistente à pressão de demandantes. Adicionalmente, o predomínio de açúcares mais escuros nas negociações reforça a percepção de que a safra 2026/27 ainda não atingiu seu ritmo pleno, o que limita a oferta de produto cristal de melhor qualidade no curto prazo.
Por outro lado, as cotações do contrato nº 11 na Bolsa de Nova York apresentam alta nos últimos sete dias e, se essa tendência se mantiver, os preços internos podem se recuperar nas próximas semanas. A alta externa está atrelada principalmente à elevação nos preços do petróleo, o que tem encarecido os custos de energia em escala global. Diante da elevação nos preços do petróleo e da energia, as usinas brasileiras tendem a direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar. Na última semana, a gasolina (RBM 26) atingiu o maior patamar dos últimos três anos e nove meses, reforçando a atratividade do biocombustível.
A consultoria Green Pool revisou para cima a estimativa de déficit global de açúcar para a safra 2026/27, a 4,3 milhões de toneladas, ante 1,66 milhão projetadas anteriormente. A empresa também destacou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, medida que deve impulsionar a demanda pelo biocombustível em cerca de 1 bilhão de litros ao longo do ano. O contrato Julho/26 na Bolsa de Nova York encerrou nesta segunda-feira (04/05) a 15,29 centavos de dólar por libra-peso, com alta nos últimos sete dias. Em São Paulo, no atacado, o Indicador de Cristal Empacotado está cotado a R$ 12,69 por saca de 5 Kg, queda de 2,10% nos últimos sete dias. O açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 2,88 por saca de 1 Kg, baixa de 1,15% no mesmo comparativo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.