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29/Apr/2026

Açúcar: futuros em alta acompanhando a gasolina

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram a sessão desta terça-feira (28/07) em alta na Bolsa de Nova York, impulsionados principalmente pelo avanço dos preços da gasolina, que reforça a competitividade do etanol e influencia o direcionamento da produção sucroenergética. O vencimento julho, referência do mercado, subiu 26 pontos, equivalente a 1,86%, e fechou a 14,23 centavos de dólar por libra-peso, atingindo o maior nível em aproximadamente duas semanas e meia. O movimento foi sustentado pelo setor de energia, com a valorização da gasolina elevando a rentabilidade do etanol e incentivando usinas a direcionarem maior volume de cana-de-açúcar para a produção de biocombustível.

Esse cenário encontra respaldo nas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que indicam recuo de 0,5% na produção brasileira de açúcar na safra 2026/27, estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve crescer 7,2%, alcançando 29,25 bilhões de litros. A política de combustíveis no Brasil também contribui para a sustentação das cotações. A possível implementação da mistura E32 pode reduzir a oferta nacional de açúcar em até 1,6 milhão de toneladas, ao ampliar a destinação de matéria-prima para etanol, ajustando a oferta diante de preços mais pressionados do açúcar. No campo da demanda, o desempenho das importações chinesas reforça o suporte ao mercado.

No primeiro trimestre, o volume adquirido pela China alcançou 620 mil toneladas, com crescimento de 320% na comparação anual, indicando fortalecimento da demanda internacional. Por outro lado, fatores de pressão limitaram ganhos mais expressivos. A valorização do dólar encarece a commodity para compradores externos, reduzindo a competitividade no mercado global. Além disso, a oferta asiática segue elevada, com a produção da Índia atingindo 27,48 milhões de toneladas até 15 de abril, avanço de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O cenário indica equilíbrio entre forças de sustentação, ligadas ao setor de energia e à demanda, e fatores de pressão associados à oferta global e ao câmbio.