29/Apr/2026
A eventual aprovação de projeto que permite o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis pode mitigar a necessidade de reajustes nos preços da gasolina, ao ampliar a margem ao longo da cadeia de comercialização. A avaliação considera que a isenção de PIS/Cofins pode compensar parte das pressões de custos associadas à paridade internacional. A redução tributária abre espaço para ajustes nos preços praticados por produtores e importadores sem que esse movimento seja integralmente repassado às distribuidoras e, consequentemente, ao consumidor final. Esse mecanismo tende a aliviar a pressão sobre os preços na bomba, mesmo em um cenário de elevação das cotações internacionais.
A política de preços da Petrobras segue referenciada na paridade internacional, acompanhando a tendência do mercado externo. Nesse contexto, a desoneração tributária atua como instrumento de amortecimento das oscilações, contribuindo para a manutenção do equilíbrio entre rentabilidade e competitividade. A possibilidade de ajustes nos preços permanece condicionada à definição do Congresso Nacional sobre o projeto de lei complementar encaminhado pelo governo. Caso aprovado, o modelo pode alterar a dinâmica de formação de preços, reduzindo a necessidade de repasses diretos ao consumidor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.