28/Apr/2026
Os preços do etanol no mercado doméstico registram queda diante da expectativa de safra recorde no ciclo 2026/27, ampliando a oferta e pressionando as cotações no curto prazo. Em Paulínia (SP), o etanol hidratado foi negociado próximo de R$ 2,50 por litro, sem impostos, acumulando retração de 6,5% ao longo de abril. O movimento reflete o avanço da produção, estimada em cerca de 40 bilhões de litros no ciclo atual, o que eleva a disponibilidade do biocombustível e intensifica a competição no mercado interno.
Esse cenário tende a manter pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente com o início da moagem. Apesar da maior oferta, medidas de política energética devem ampliar a participação do etanol na matriz de combustíveis. Entre elas, destaca-se o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), com vigência inicial prevista para 180 dias e possível implementação a partir de junho. A elevação da mistura tende a expandir a demanda por etanol anidro, funcionando como mecanismo de absorção parcial do excedente gerado pela safra.
O pacote em discussão inclui ainda proposta de redução de PIS/Cofins sobre combustíveis, com compensação via maior arrecadação das exportações de petróleo, buscando mitigar o repasse da alta internacional dos combustíveis fósseis ao mercado doméstico. No cenário externo, a valorização do petróleo, com cotações acima de US$ 100 por barril em meio às incertezas no Oriente Médio, reforça a adoção de instrumentos internos para estabilização dos preços de energia, o que tende a favorecer a competitividade do etanol no mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.