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27/Apr/2026

Combustíveis: defasagem da gasolina supera diesel

A defasagem dos preços da gasolina nas refinarias da Petrobras atingiu 65% em relação ao mercado internacional, superando a do diesel, em meio à elevação das cotações do petróleo acima de US$ 100,00 por barril. O movimento reflete a intensificação das incertezas associadas ao cenário geopolítico no Oriente Médio e amplia a preocupação com o abastecimento interno. Considerando o alinhamento à paridade de importação, o preço da gasolina poderia registrar aumento de até R$ 1,64 por litro, segundo estimativas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A situação acende alerta para o suprimento, uma vez que cerca de 10% da oferta nacional depende de importações, enquanto as refinarias da Petrobras respondem por aproximadamente 70% do abastecimento.

Diante desse cenário, o governo avalia a adoção de mecanismos de compensação, como subvenções ao combustível, utilizando receitas adicionais geradas pela alta do petróleo. A estratégia remete a propostas anteriores de criação de instrumentos de estabilização de preços, com o objetivo de mitigar repasses ao consumidor final. Apesar da autossuficiência brasileira na produção de petróleo, o parque de refino atende cerca de 80% da demanda total por combustíveis. A Petrobras projeta que o País alcance autossuficiência também em diesel no horizonte de cinco anos. No mercado interno, os preços ao consumidor ainda apresentam recuo. Na semana de 12 a 18 de abril, a gasolina registrou queda de 3,1% frente à semana anterior, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras permanece elevada, em torno de 50%, com potencial de ajuste de até R$ 1,80 por litro para alinhamento à paridade internacional. O ambiente de mercado segue marcado por alta volatilidade, influenciado por decisões e tensões no cenário internacional. Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, responsável por cerca de 14% da capacidade de refino nacional, o diesel é comercializado com preços 8% acima da paridade de importação, a R$ 5,86 por litro do S-10, enquanto a gasolina apresenta defasagem de 7%, a R$ 3,85 por litro. A unidade promoveu reduções recentes de 1,05% na gasolina e 1,36% no diesel. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.