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24/Apr/2026

Açúcar: petróleo e demanda asiática elevam futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram o pregão desta quinta-feira (23/04) em alta na Bolsa de Nova York, mantendo a trajetória de recuperação das sessões anteriores. O vencimento julho avançou 8 pontos, ou 0,58%, e fechou a 13,89 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi sustentado principalmente pela valorização do petróleo e por dados de demanda mais fortes na Ásia. A alta do petróleo WTI, negociado a US$ 94,59 por barril, ocorreu em meio à instabilidade no Estreito de Ormuz, fator que reforça o interesse por biocombustíveis e melhora a competitividade relativa do etanol. Esse cenário tende a influenciar o mix de produção das usinas brasileiras, com maior flexibilidade entre açúcar e etanol.

No lado da demanda, as importações de açúcar pela China cresceram 41,9% em março, totalizando 620 mil toneladas no primeiro trimestre, reforçando a percepção de consumo global mais firme no curto prazo. As estimativas de oferta global seguem como variável de suporte ao mercado. Consultorias indicam redução do superávit projetado para o ciclo 2026/27, com destaque para revisões que apontam saldo positivo mais estreito, em torno de 1,1 milhão de toneladas e 800 mil toneladas, respectivamente, além de alertas sobre possíveis impactos climáticos associados ao El Niño. Também há avaliação de que gargalos logísticos em rotas estratégicas podem afetar parte do fluxo global de açúcar.

No Brasil, projeções apontam recuo de cerca de 3% na produção em 2026/27, para 42,5 milhões de toneladas, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta safra 2025/26 em 44,18 milhões de toneladas, segundo maior volume da série histórica, mantendo oferta elevada no curto prazo. Na Índia, a produção acumulada atingiu 27,48 milhões de toneladas até meados de abril, alta de 7,7%, sem indicação de restrições às exportações, o que contribui para manter o mercado global bem abastecido e limita movimentos mais consistentes de alta nas cotações.