ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

24/Apr/2026

Carro Elétrico: vendas estão crescendo no Brasil

Carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in foram a escolha de cerca de 16% dos consumidores brasileiros que compraram carros novos no Brasil no primeiro trimestre deste ano. Em todo o ano passado, a participação foi de 11%, conforme números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De janeiro a março, foram vendidos 95.621 modelos eletrificados, mais de 40% fabricados no País, especialmente os híbridos. Em relação ao total comercializado no mesmo período de 2025, o crescimento foi de 88,6%. O aumento constante da participação de veículos com novas tecnologias está relacionado, em grande parte, à chegada de montadoras chinesas nos últimos três anos. Elas oferecem carros elétricos e híbridos a preços competitivos, alto nível de tecnologia e design diferenciado. Segundo a consultoria ZAG Work, a imagem das chinesas passou a ser de inovação e, ao anunciarem produção local, ganharam credibilidade. As empresas novatas estão ganhando participação em um mercado estagnado, ou seja, tirando fatias de marcas tradicionais.

Esse movimento de alta tem atraído novas marcas da China ao País: há cerca de 30 delas atuando com importação, montagem local ou fazendo testes de avaliação do mercado. Várias das que trazem modelos importados têm planos de produção no País. Até 2035, as chinesas serão responsáveis por 35% das vendas de automóveis e comerciais leves no País. A soma inclui as montadoras tradicionais, que já têm participação de mais de 40%, especialmente nas vendas de híbridos, muitos deles com tecnologia flex. Os 100% elétricos ainda devem demorar para ter presença mais marcante na produção local, embora já haja exemplos. A General Motors está montando o SUV compacto Spark em uma fábrica terceirizada em Horizonte (CE) e, em breve, entrará na linha o Captiva elétrico. Segundo a PwC, o cenário do Brasil ainda é de desenvolvimento no segmento de elétricos, mesmo porque o País tem o etanol. Um entrave importante é a falta de infraestrutura de carregamento de baterias. A China tem um mercado muito mais avançado e já está em outra fase, como a de desenvolvimento de tecnologias de recarga ultrarrápidas, com tempo similar ao do abastecimento na bomba de combustível.

Os eletrificados representaram 43,9% das vendas de automóveis e comerciais leves em todo o mundo. Em 2025, foram vendidos 31 milhões de veículos elétricos, híbridos e plug-in, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. As vendas de modelos a combustão caíram 5,19%, para 39,6 milhões de unidades. A China é, de longe, o maior mercado, com 14,7 milhões de eletrificados, ou 54,2% de todas as suas vendas no ano passado. Os chineses operam em uma velocidade muito superior à das montadoras ocidentais. No Brasil, as vendas de carros a combustão (flex, gasolina e diesel) caíram 1,9% no ano passado, para 2,26 milhões de unidades, de acordo com a Anfavea. Há dúvidas se o mercado de eletrificados seguirá crescendo nesse mesmo ritmo. Os carros em geral estão com preços altos, inclusive os das chinesas, que trazem ao País principalmente modelos premium. Para conquistar o mercado de baixo preço e maior volume, elas terão de trazer modelos mais baratos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.