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22/Apr/2026

Açúcar: projeção do superávit global 25/26 e 26/27

A consultoria Czarnikow reduziu suas estimativas para o superávit global de açúcar, projetando agora excedente de 5,8 milhões de toneladas na safra 2025/26 e de 1,1 milhão de toneladas no ciclo 2026/27. Em fevereiro, a consultoria previa superávits mais elevados, de 8,3 milhões de toneladas para 2025/26 e de 3,4 milhões de toneladas para 2026/27, indicando um aperto mais acentuado no balanço global. O balanço de 2026/27 ainda aponta excedente neste momento, mas sem incorporar, até o momento, eventuais efeitos do fenômeno El Niño nas estimativas de produção. O El Niño representa risco relevante para a oferta, especialmente em países como Índia e Tailândia, onde condições mais quentes e secas podem prejudicar o desenvolvimento da cana-de-açúcar.

No Centro-Sul do Brasil, por outro lado, o padrão climático tende a trazer excesso de chuvas, o que pode atrasar a moagem e comprometer o ritmo de produção. Mesmo um déficit moderado induzido pelo El Niño pode ser suficiente para levar o mercado global de açúcar a um cenário deficitário. Nesse caso, haveria redução dos estoques globais ao longo da temporada. Para 2025/26, a produção global deve encerrar o ciclo como a segunda maior da história, com 184,1 milhões de toneladas, sustentada principalmente pelo bom desempenho da Tailândia. A estimativa para o país foi elevada de 11,5 milhões para 12 milhões de toneladas, refletindo um ritmo mais forte de moagem. Em contrapartida, a Índia deve registrar uma safra menor que o esperado, com produção levemente abaixo de 28 milhões de toneladas.

No consumo, o crescimento global segue limitado, pressionado por fatores como maior conscientização sobre a ingestão de açúcar, inflação elevada de alimentos nos últimos anos e o avanço de medicamentos da classe GLP-1. Ainda assim, a Czarnikow projeta que 2026/27 registre o maior crescimento anual de demanda desde 2022, com aumento de cerca de 1 milhão de toneladas, para 179,3 milhões de toneladas. O avanço da demanda ocorre em um contexto de preços internacionais em mínimas de cinco anos, o que tende a estimular o consumo após um período de fraqueza. Mesmo assim, a fatores estruturais continuam a impor limites ao crescimento no médio e longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.