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20/Apr/2026

Cana: 4º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar

Conforme o 4º e último Levantamento da safra de Cana-de-Açúcar, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na sexta-feira (17/04), a produção de cana-de-açúcar no País está estimada em 673,25 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa uma redução de 0,5% em relação à temporada anterior 2024/25. A pesquisa mostra que, mesmo com a queda na produção, o Brasil registra a maior fabricação de etanol e a segunda maior produção de açúcar na série da Conab. Os dados do levantamento também revelam que esta é a terceira maior safra de cana registrada na série histórica, atrás das temporadas de 2022/2023 e de 2024/2025. Somando as origens cana-de-açúcar e milho, a fabricação do etanol deve atingir 37,50 bilhões de litros, aumento de 0,8% em relação à safra passada. A alta é influenciada pela maior produção do etanol de milho.

O combustível com origem no cereal, projetado em 10,17 bilhões de litros, registra aumento de 29,8% em relação à safra passada e representa pouco mais de 27% da produção total do combustível. O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar está estimado em 27,33 bilhões de litros, redução de 6,9% em comparação ao ciclo 2024/25. A fabricação de açúcar, por sua vez, está estimada em 44,18 milhões de toneladas, aumento de 0,1% em relação à safra anterior. A menor disponibilidade de matéria-prima limitou o aumento na produção de açúcar inicialmente previsto. Ainda assim, esta é a segunda maior fabricação do produto já registrada na série histórica da Conab, perdendo apenas para a safra 2023/2024. A queda na safra da cana-de-açúcar é influenciada pela diminuição em 2,6% da produtividade média nacional, resultando em 75.184 quilos por hectares, diante das condições climáticas desfavoráveis registradas durante as fases de desenvolvimento das lavouras após a colheita em 2024, principalmente na Região Centro-Sul.

A perda registrada foi compensada pelo aumento da área destinada à colheita nesta safra, estimada em 8,95 milhões de hectares, 2,1% superior à área colhida no ciclo anterior. Para o Sudeste, principal região produtora de cana-de-açúcar do País, a estimativa de produção é de 430,1 milhões de toneladas, redução de 2,2% em relação à safra anterior. Essa diminuição é atribuída às condições climáticas adversas registradas em 2024, com a presença de períodos de estiagem, altas temperaturas e incêndios, que comprometeram a rebrota e o desenvolvimento das lavouras. As Regiões Norte e Nordeste também registram queda na produção na safra 2025/26. Na Região Norte, mesmo com o aumento de área colhida, as condições climáticas restritivas resultaram em redução de 7,1% na colheita, totalizando 3,8 milhões de toneladas. A produção da Região Nordeste é estimada em 53,3 milhões de toneladas, redução de 2% em relação à safra passada, diante de uma queda de 1,2% na produtividade média, projetada em 59.860 quilos por hectare.

A Região Centro-Oeste, segunda principal região produtora de cana-de-açúcar do País, apresenta crescimento de 3,4% na produção, estimada em 150,2 milhões de toneladas. O aumento é reflexo da maior área colhida, saindo de 1,85 milhão de hectares para 1,96 milhão de hectares, uma vez que a produtividade média apresentou uma redução de 2,2% em virtude das condições climáticas menos favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras, resultando em 76.820 Kg por hectare. Alta também para a colheita registrada na Região Sul. Com crescimento estimado de 1,9% na área destinada ao setor sucroenergético, a produção da região alcançou 36 milhões de toneladas, resultado favorecido pela recuperação da produtividade diante das precipitações superiores às observadas no ciclo anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.