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20/Apr/2026

Petróleo recua com reabertura do Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo registraram forte queda na sexta-feira (17/10), com recuo próximo de 10%, após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e a reabertura temporária do Estreito de Ormuz. O movimento levou o WTI a operar abaixo de US$ 90,00 por barril e marcou a segunda semana consecutiva de desvalorização da commodity. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI com vencimento em maio caiu 9,41% (US$ 8,58), encerrando a US$ 82,59 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para junho recuou 9,06% (US$ 9,01), para US$ 90,38 por barril.

No acumulado da semana passada, o WTI apresentou queda de 14,5%, enquanto o Brent recuou 5,06%. A intensificação das perdas ocorreu após a sinalização de que o Estreito de Ormuz estaria completamente aberto durante o período de cessar-fogo no Oriente Médio, elevando as expectativas de redução das tensões geopolíticas. A trégua entre Israel e Líbano, com duração de 10 dias, contribuiu para a diminuição dos prêmios de risco associados ao fornecimento global de petróleo.

Apesar da reabertura parcial da rota marítima, permanecem incertezas quanto à continuidade do bloqueio naval dos Estados Unidos até a formalização de um acordo definitivo, o que mantém parte do risco geopolítico no radar do mercado. No ambiente macroeconômico, o comportamento dos preços de energia segue como fator relevante para a inflação global. Avaliações indicam que a elevação dos custos energéticos tende a exercer maior pressão inflacionária do que impacto sobre o crescimento econômico nos Estados Unidos. Projeções apontam ainda para aumento da inflação na América Latina em decorrência dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.