17/Apr/2026
O governo federal avalia a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, com encaminhamento para realização de reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para deliberação sobre o tema. A proposta integra a estratégia de ampliação do uso de biocombustíveis na matriz energética nacional, com potencial de impacto direto sobre a demanda por etanol e sobre a dinâmica do mercado de combustíveis. O aumento de 2% na mistura representa incremento relevante no consumo do biocombustível, considerando o volume total de gasolina comercializado no País.
No contexto energético, a medida pode contribuir para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, além de reforçar a competitividade do etanol frente à gasolina, especialmente em cenários de elevação dos preços do petróleo. Também há implicações para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar e do milho, com possível estímulo à produção e à industrialização. A deliberação no âmbito do CNPE deverá considerar aspectos técnicos, regulatórios e de abastecimento, além dos efeitos sobre preços ao consumidor e sobre o equilíbrio do mercado de combustíveis no curto e médio prazo. Fonte: UOL. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.