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17/Apr/2026

Petróleo: exportação do Brasil à China bate recorde

Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as exportações brasileiras de petróleo bruto para a China atingiram US$ 7,19 bilhões no primeiro trimestre de 2026, estabelecendo recorde para o período e representando alta de 94% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O avanço foi acompanhado por crescimento de 122% no volume embarcado. No agregado, as exportações do Brasil para a China somaram US$ 23,9 bilhões no trimestre, aumento de 21,7% na comparação anual, também recorde para o período, com destaque para o desempenho do petróleo.

O produto respondeu por 30% da pauta exportadora ao país asiático, com incremento de 11,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A China concentrou 57% das exportações brasileiras de petróleo no trimestre, participação que alcançou 65% no mês de março. O movimento reflete a intensificação da demanda chinesa em meio ao cenário geopolítico internacional, com busca por diversificação de fornecedores e maior segurança energética. O contexto de instabilidade no Oriente Médio, especialmente em regiões estratégicas para o transporte global de petróleo, tem favorecido o redirecionamento das compras chinesas.

Historicamente, cerca de metade das importações de petróleo da China tem origem no Golfo Pérsico, o que amplia a relevância de fornecedores alternativos. No mercado global, as exportações brasileiras de petróleo também atingiram recorde, totalizando US$ 12,6 bilhões no trimestre, alta de 31% em relação ao ano anterior, com expansão de 50% no volume. Além da China, a Índia ampliou suas compras em 78%, somando US$ 1 bilhão no período.

Na distribuição por Estados, o Rio de Janeiro liderou as exportações para a China, com 27% de participação, seguido por Mato Grosso (15%), Minas Gerais (13%), São Paulo (10%) e Pará (9%). O petróleo representou 96% das exportações do Rio de Janeiro, e o Estado respondeu por 86% do total exportado do produto para o mercado chinês. Por setor, a indústria extrativa concentrou 49% das exportações brasileiras para a China no trimestre, avanço de 8% frente ao ano anterior. A agropecuária respondeu por 30%, com recuo de 5%, enquanto a indústria de transformação representou 21%, queda de 2%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.