16/Apr/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara registraram queda na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (15/07), com o vencimento mais próximo atingindo o menor nível em cinco anos e meio. O contrato julho recuou 39 pontos, equivalente a 2,77%, e fechou a 13,70 centavos de dólar por libra-peso. O movimento de baixa foi impulsionado pela consolidação de expectativas de superávit global na safra 2026/27. As estimativas indicam excedente de 3,4 milhões de toneladas, após saldo positivo de 8,3 milhões de toneladas em 2025/26.
Outras projeções também reforçam esse cenário, com volumes de 2,74 milhões de toneladas e 1,22 milhão de toneladas, sinalizando ampla disponibilidade no mercado internacional. A oferta asiática segue como fator de pressão sobre os preços. Na Índia, a manutenção das exportações sem restrições reduz o risco de retenção de estoques. A produção acumulada entre outubro e março avançou 9%, totalizando 27,12 milhões de toneladas, ampliando a disponibilidade global. No Brasil, as perspectivas para a safra 2026/27 no Centro-Sul também contribuem para o viés de baixa. A moagem pode atingir 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção superior a 40 milhões de toneladas de açúcar.
Mesmo com projeção de redução no mix açucareiro para 46,7%, o elevado volume de matéria-prima sustenta a oferta do açúcar. No segmento energético, o petróleo deixou de oferecer suporte às cotações, com o WTI operando próximo de US$ 92,00 por barril. Esse nível reduz o incentivo à fixação de preços vinculada ao etanol e diminui o prêmio de risco das commodities agrícolas. Apesar do cenário de pressão, fatores pontuais podem limitar quedas mais acentuadas, como a possibilidade de déficit no fluxo global de açúcar no segundo trimestre de 2026 e o estágio inicial da colheita no Centro-Sul do Brasil, que ainda restringe a disponibilidade imediata.