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16/Apr/2026

Etanol: alta da gasolina sustenta competitividade

Segundo o Itaú BBA, a elevação dos preços da gasolina, influenciada pelo avanço do petróleo no mercado internacional, tem sustentado a competitividade do etanol no Brasil, mesmo diante da expectativa de aumento da oferta na safra 2026/27. O movimento melhora a paridade etanol-gasolina, favorecendo o consumo do biocombustível no curto prazo. O ambiente externo permanece como principal vetor para o mercado doméstico de combustíveis. A intensificação das tensões geopolíticas elevou as cotações internacionais do petróleo ao longo de março, pressionando os preços da gasolina no mercado interno, mesmo na ausência de ajustes formais.

Em São Paulo, o etanol hidratado no mercado spot encerrou março cotado a R$ 3,02 por litro, alta de 4% em relação aos 30 dias anteriores. No início de abril, a valorização se manteve, com o preço atingindo R$ 3,04 por litro no dia 10. O avanço reflete a combinação entre oferta restrita e preços mais elevados da gasolina. A sustentação das cotações também está associada a fatores sazonais. Durante o período de entressafra no Centro-Sul, a menor disponibilidade do biocombustível, aliada à atuação mais firme das distribuidoras, contribui para o ambiente de preços mais elevados, enquanto a moagem é retomada gradualmente com o início da nova safra.

Ao longo do ciclo 2026/27, a perspectiva de maior produção de etanol tende a ganhar relevância, impulsionada pelo aumento da moagem e por um mix mais direcionado ao biocombustível. Esse cenário pode alterar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo da safra. Ainda assim, o comportamento do mercado seguirá condicionado às oscilações do setor de energia. Mesmo com expectativa de maior oferta, a dinâmica de curto prazo permanece sensível às variações nos preços do petróleo e da gasolina, mantendo a influência do cenário internacional sobre o mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.