16/Apr/2026
A elevação recente dos preços dos combustíveis tende a reduzir o consumo das famílias e provocar acomodação nas vendas do varejo nos próximos meses, com efeitos esperados já em março e abril, especialmente nos segmentos de energia e alimentação. Os dados de fevereiro ainda refletiram um ambiente mais favorável ao consumo, com crescimento de 0,6% nas vendas do comércio varejista frente a janeiro, abaixo da mediana de 0,9%.
No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o avanço foi de 1,0%, também inferior à mediana projetada de 1,8%. O desempenho no início do ano foi sustentado por inflação mais baixa de alimentos e melhora pontual da renda, favorecendo segmentos como supermercados, que registraram crescimento de 1,1%, apoiado por preços abaixo da média histórica. Para os meses seguintes, o cenário indica mudança de trajetória, com pressão inflacionária sobre combustíveis e alimentos reduzindo o poder de compra e limitando o avanço do consumo.
A expectativa é de desaceleração, ainda que parte do impacto possa ser atenuada por ganhos de renda observados no primeiro trimestre. O comportamento do consumo já indicava tendência de desaceleração em horizonte mais amplo, sendo o desempenho recente interpretado como um movimento temporário associado a fatores conjunturais. A perspectiva ao longo do ano é de continuidade desse processo, influenciado também pelos efeitos da política monetária sobre a atividade econômica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.