15/Apr/2026
Segundo o Rabobank, cada Real de aumento no preço do litro de diesel na cana-de-açúcar, considerando plantio, trato cultural, colheita e transbordo, mas sem incluir o transporte até a usina, resulta em acréscimo de R$ 198,00 por hectare e R$ 2,47 por tonelada. O custo adicional do transporte da cana-de-açúcar, em uma distância de 25 quilômetros e carga de 60 toneladas, seria de aproximadamente R$ 1,00 por tonelada, ou R$ 80 por hectare. O frete agrava o quadro. Com base em caminhão de 50 toneladas e consumo de 2 litros de diesel por quilômetro, a rota de Ribeirão Preto (SP) ao Porto de Santos (SP), com 391 quilômetros, implica R$ 16,00 por tonelada adicional. Porém, há limites do estudo. A análise é “quase certamente incompleta”, por não incluir, por exemplo, o custo do frete de fertilizantes importados e defensivos agrícolas dos portos até a fazenda.
Para conter a transmissão dos preços internacionais ao mercado doméstico, o governo já adotou uma série de medidas. Em 12 de março, suspendeu o PIS/Cofins de R$ 0,32 por litro sobre o diesel e concedeu subvenção de igual valor. Em 6 de abril, apresentou proposta de novas subvenções temporárias de R$ 1,20 por litro para importadores e de R$ 0,80 por litro para produtores domésticos, com condições associadas ao preço de venda dos volumes. O governo também avalia elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, hoje em 15%. Mesmo que o conflito no Oriente Médio termine em breve, a desorganização do comércio e os danos à infraestrutura da região devem manter elevados os preços internacionais do petróleo e derivados durante a maior parte de 2026. O ambiente permanece muito volátil e é difícil prever o comportamento do preço local do diesel ao longo do restante do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.