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15/Apr/2026

Etanol: preços devem cair no Brasil no 2º trimestre

Segundo a StoneX, os preços do etanol no Brasil devem apresentar trajetória de queda ao longo do segundo trimestre, mesmo diante da alta recente da gasolina, em função do aumento expressivo da oferta no ciclo 2026/27. A expectativa é de que as cotações se aproximem das mínimas anuais durante o pico da safra, em meados do ano. O principal vetor de pressão é a expansão da produção no Centro-Sul, com projeção de safra recorde e crescimento anual de 10,2%.

A ampliação da capacidade produtiva inclui a entrada de ao menos 12 novos projetos de etanol de milho em 2026/27, elevando significativamente a disponibilidade do biocombustível. A dinâmica industrial também reforça o aumento da oferta, com maior direcionamento da produção para o etanol em detrimento do açúcar no início da safra, diante de maior atratividade relativa do biocombustível. No ambiente externo, a valorização do petróleo e da gasolina, impulsionada por tensões geopolíticas, atua como fator de sustentação.

O Brent avançou de cerca de US$ 70,00 por barril para mais de US$ 112,00 por barril, elevando a volatilidade e ampliando a paridade do etanol com a gasolina. Esse movimento permite maior espaço para reajustes do etanol sem perda de competitividade. Um aumento de aproximadamente R$ 0,40 por litro na gasolina pode viabilizar elevação de até R$ 0,20 por litro no etanol, mantendo o equilíbrio de consumo.

Apesar desse suporte, a tendência estrutural permanece de baixa, com a paridade entre etanol e gasolina projetada para níveis próximos de 60% no pico da safra, em julho. Esse patamar reforça a competitividade do biocombustível, mas também indica pressão adicional sobre os preços. No Norte-Nordeste, a produção também deve atingir novo recorde, estimada em 3,5 bilhões de litros, alta de 45,8% na comparação anual, contribuindo para o cenário de ampla oferta no mercado nacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.