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14/Apr/2026

Cana: dados da moagem 2025/26 no Norte/Nordeste

Segundo a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste totalizou 54,4 milhões de toneladas na safra 2025/26 até 15 de março, com recuo de 2,9% na comparação anual. O desempenho reflete redução no volume processado nas duas regiões, com o Norte registrando 6,9 milhões de toneladas (-5,3%) e o Nordeste 47,4 milhões de toneladas (-2,6%). Do total moído, 54,74% foram direcionados à produção de etanol, indicando predominância de um mix mais alcooleiro. Esse direcionamento reduziu a produção de açúcar, que somou 3,075 milhões de toneladas no período, queda de 16,7% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior. A produção total de etanol avançou para 2,888 bilhões de litros, alta de 31,93% frente aos 2,189 bilhões de litros registrados um ano antes, considerando o biocombustível de cana-de-açúcar e de milho.

No detalhamento, o etanol de cana-de-açúcar apresentou crescimento na produção de anidro, que atingiu 871 milhões de litros (+4,9%), enquanto o hidratado recuou 2,3%, para 1,328 bilhão de litros. O etanol de milho totalizou 689,1 milhões de litros, sendo 596 milhões de litros de anidro e 93 milhões de litros de hidratado. A qualidade da matéria-prima apresentou deterioração no período. O Açúcar Total Recuperável (ATR) nos produtos finais recuou 8,1%, enquanto o indicador por tonelada de cana-de-açúcar registrou queda de 5,3% na comparação anual, impactando o rendimento industrial. No avanço da safra, 92,2% da moagem estimada já foi realizada até 15 de março, com execução mais adiantada no Norte, que alcançou 97% do previsto, enquanto o Nordeste atingiu 91,5%. Os estoques totais de etanol somaram 317 milhões de litros, queda de 9,43% na comparação anual.

Desse total, 291,4 milhões de litros correspondem ao etanol de cana e 25,6 milhões de litros ao etanol de milho. Nos estoques por tipo, o etanol anidro totalizou 155,6 milhões de litros e o hidratado 135,7 milhões de litros entre os derivados da cana-de-açúcar. No caso do milho, os volumes armazenados foram de 22,7 milhões de litros de anidro e 2,9 milhões de litros de hidratado. O etanol anidro apresentou recuo anual de 9,68%, enquanto o hidratado caiu 9,10%. O cenário indica redução na disponibilidade de matéria-prima e piora na qualidade da cana, com impacto negativo sobre a produção de açúcar, parcialmente compensado pelo aumento na produção de etanol, especialmente com maior participação do biocombustível de milho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.