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14/Apr/2026

Cana: mix mais alcooleiro ganha força em Goiás

Segundo estimativas iniciais do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaçúcar), a safra 2026/27 de cana-de-açúcar em Goiás pode alcançar até 80 milhões de toneladas processadas, com aproximadamente 70% desse volume destinado à produção de etanol. O direcionamento reforça o perfil alcooleiro do Estado, sustentado pela maior liquidez do biocombustível e pela limitação estrutural de parte das unidades industriais para a produção de açúcar. A tendência de maior concentração no etanol decorre da configuração industrial local, em que diversas usinas não possuem capacidade de fabricação de açúcar, o que eleva naturalmente o mix alcooleiro. Esse movimento tende a se intensificar no atual ambiente de preços, favorecendo a produção de biocombustíveis.

O avanço do etanol em Goiás também é impulsionado pela expansão do processamento de milho, com a realização de investimentos relevantes no Estado. Em Chapadão do Céu, houve ampliação de cerca de 30% na capacidade de uma unidade, que passará a processar 1,2 milhão de toneladas de milho por ano, com início das operações previsto para agosto. Em Quirinópolis, a expansão de uma planta prevê capacidade de processamento de 635 mil toneladas de milho por ano, com produção estimada de 270 milhões de litros de etanol, além de subprodutos como DDGS e óleo de milho. Outros projetos incluem novos aportes para início de processamento ainda em 2026 e a entrada em operação de unidades adicionais até o fim do ano, além de novas plantas com conclusão prevista para o segundo semestre e início da produção no final de 2026.

Esse conjunto de investimentos tende a elevar a participação de Goiás no cenário nacional, com potencial de avanço para a segunda posição na produção de etanol de milho. Paralelamente, o Estado amplia sua atuação em fontes renováveis com projetos de biogás e biometano, fortalecendo a diversificação energética e alinhamento com políticas de descarbonização. No cenário externo, a elevação dos preços do petróleo, associada às tensões no Oriente Médio, pressiona os custos logísticos por meio do encarecimento do diesel. Adicionalmente, o aumento dos preços dos fertilizantes pode impactar a produtividade futura. A combinação de volatilidade nos mercados de açúcar e etanol e das oscilações cambiais amplia a incerteza e influencia o planejamento estratégico do setor bioenergético. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.