14/Apr/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram próximos da estabilidade nesta segunda-feira (13/04) na Bolsa de Nova York, refletindo o equilíbrio entre fundamentos de oferta global robusta e o suporte proveniente do setor energético. O vencimento julho recuou 1 ponto, equivalente a 0,07%, e fechou a 13,88 centavos de dólar por libra-peso. O movimento do mercado foi influenciado principalmente pela continuidade das exportações da Índia, que segue sem restrições pelo governo. A manutenção dos embarques reduz preocupações quanto à possível retenção de açúcar para direcionamento à produção de etanol, mesmo diante do ambiente de tensões geopolíticas. No acumulado entre outubro e março, a produção indiana avançou 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 27,12 milhões de toneladas. No Brasil, os dados de oferta também contribuíram para a pressão sobre os preços.
A produção acumulada no Centro-Sul até meados de março registrou aumento de 0,7%, com o mix de açúcar elevado para 50,61%. Paralelamente, o volume de hedge das usinas brasileiras para a safra 2026/27 atingiu 59,5%, ampliando a presença de vendas antecipadas no mercado. Em nível global, a projeção indica superávit de 1,4 milhão de toneladas para a temporada, reforçando o viés de oferta excedente. Por outro lado, a valorização do petróleo e o ambiente de instabilidade geopolítica limitaram quedas mais acentuadas. O petróleo WTI apresentou alta de 2,91%, cotado a US$ 99,38 por barril, em meio à ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse cenário eleva custos logísticos e pode estimular maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, reduzindo a disponibilidade global de açúcar.