14/Apr/2026
Segundo a Archer Consulting, a fixação de preços do açúcar da safra 2026/27 destinada à exportação alcança 55% do volume esperado no Centro-Sul, após aceleração nos últimos meses, mas ainda em ritmo inferior ao observado no mesmo período da safra 2025/26. O avanço recente está associado ao elevado volume de negociações na Bolsa de Nova York, influenciando a dinâmica de formação de preços no mercado internacional. Nos meses de fevereiro e março, a atividade de hedge foi intensificada, com mais de 8,5 milhões de contratos negociados.
Esse movimento resultou na fixação de aproximadamente 5,7 milhões de toneladas de açúcar, considerando que nem todas as operações na bolsa correspondem diretamente a vendas físicas. O preço médio dessas fixações foi de R$ 2.217,00 por tonelada FOB Porto de Santos (SP), com referência de 16,15 centavos de dólar por libra-peso no mercado internacional. Apesar do avanço, o percentual fixado permanece cerca de um terço abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. O volume ainda disponível para fixação contribui para limitar a recuperação das cotações, ao ampliar a oferta potencial no mercado.
O comportamento dos produtores ao longo do período também influenciou a dinâmica de preços. A postergação de vendas concentrou volumes em momentos de alta, ampliando a pressão sobre as cotações e restringindo movimentos mais consistentes de valorização. O cenário indica que o ritmo de comercialização segue como fator relevante para a formação de preços do açúcar, com impactos diretos sobre a liquidez e a trajetória das cotações no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.