14/Apr/2026
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos últimos sete dias, os preços médios do etanol hidratado apresentam alta em onze Estados e no Distrito Federal, queda em dez Estados e estabilidade em outros 4 Estados. O Amapá voltou a registrar medição, com preço médio de R$ 5,89 por litro. Na média nacional, o preço do etanol registra recuo de 0,21% nos últimos sete dias, passando de R$ 4,70 por litro para R$ 4,69 por litro. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, o valor permanece estável em R$ 4,52 por litro. A maior alta percentual nos últimos sete dias é observada no Pará, de 3,31%, com o preço passando de R$ 5,13 por litro para R$ 5,30 por litro.
A maior queda ocorre em Goiás, de 3,09%, com recuo de R$ 4,53 por litro para R$ 4,39 por litro. O menor preço individual registrado é de R$ 3,79 por litro, em São Paulo, enquanto o maior valor atinge R$ 6,66 por litro, no Rio Grande do Sul. Goiás apresenta o menor nível, de R$ 4,39 por litro, e o Amapá o maior, de R$ 5,89 por litro. O cenário reflete a heterogeneidade regional na formação de preços, influenciada por fatores logísticos, oferta local e dinâmica de demanda, em um contexto de relativa estabilidade na média nacional. Nos últimos sete dias, o etanol hidratado apresenta competitividade frente à gasolina em seis Estados. Na média nacional, a paridade do etanol em relação à gasolina é de 69,28%, nível considerado favorável ao biocombustível na comparação com o derivado fóssil.
Entre os Estados onde o etanol se mostra mais competitivo, a paridade é de 69,79% em Goiás, 68,09% em Mato Grosso, 68,04% em Mato Grosso do Sul, 69,70% no Paraná, 69,87% em Roraima e 67,56% em São Paulo. O resultado indica vantagem relativa do etanol em regiões específicas, refletindo diferenças regionais de preços, logística e estrutura de oferta. Além da relação direta de preços, a competitividade do etanol pode variar conforme a eficiência dos veículos, com possibilidade de viabilidade econômica mesmo em níveis de paridade superiores a 70%, dependendo do desempenho do motor e das condições de uso. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.