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13/Apr/2026

Açúcar: futuros pressionados por ampla oferta global

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York encerraram a sessão de sexta-feira (10/04) em queda, atingindo o menor nível em cinco semanas, em meio à consolidação de fundamentos de oferta global robusta. O contrato com vencimento em julho recuou 22 pontos, ou 1,56%, e fechou a 13,89 centavos de dólar por libra-peso. O movimento baixista foi impulsionado pela confirmação de continuidade das exportações por parte da Índia, reduzindo preocupações com eventual restrição de oferta. A produção indiana acumulada até março avançou 9% em relação ao ano anterior, somando 27,12 milhões de toneladas. No Brasil, os indicadores também reforçam o cenário de maior disponibilidade.

A produção no Centro-Sul registrou crescimento de 0,7% até meados de março, com participação do açúcar no mix elevada para 50,61%. Paralelamente, o volume de hedge das usinas para a safra 2026/27 alcançou 59,5%, indicando avanço na fixação antecipada de preços. A perspectiva de superávit global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2025/26 reforça o viés de pressão sobre as cotações internacionais. Por outro lado, fatores externos limitaram perdas mais intensas. A recuperação dos preços do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol, oferecendo suporte ao mercado. Adicionalmente, a instabilidade logística no Estreito de Ormuz mantém elevados os custos de frete e seguros, afetando cerca de 6% do comércio global da commodity. O enfraquecimento do dólar também contribuiu para reduzir a intensidade da queda, ao tornar o açúcar mais competitivo para compradores que operam com outras moedas.