ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

10/Apr/2026

Açúcar: futuros pressionados por ampla oferta global

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram em queda nesta quinta-feira (09/04) na Bolsa de Nova York, estendendo o movimento corretivo e atingindo o menor nível em um mês. O contrato maio recuou 31 pontos (2,18%), e fechou a 13,92 centavos de dólar por libra-peso. Na Bolsa de Londres, o açúcar branco registrou queda de 1,87%. O movimento foi pressionado pela percepção de maior oferta global para a safra 2025/26. A manutenção das exportações pela Índia reduziu preocupações com restrições de oferta, enquanto a produção acumulada do país até março avançou 9% na comparação anual, totalizando 27,12 milhões de toneladas.

No Brasil, os fundamentos também indicam cenário de maior disponibilidade. A produção acumulada no Centro-Sul até meados de março apresentou alta de 0,7%, com o mix de açúcar elevado em 50,61%. O volume de hedge das usinas para a safra 2026/27 alcançou 59,5%, avanço relevante frente aos 42,6% reportados anteriormente, indicando maior fixação antecipada de preços. A perspectiva de superávit global de 1,4 milhão de toneladas reforça o viés baixista. Fatores do setor de energia e do ambiente macroeconômico limitaram perdas mais intensas.

O petróleo WTI avançou 5,33%, recuperando parte da queda de 16,33% observada anteriormente, o que tende a melhorar a competitividade do etanol. Ainda assim, a transmissão para os preços do biocombustível no mercado doméstico brasileiro é considerada limitada. No cenário logístico, a instabilidade no Estreito de Ormuz mantém elevados os prêmios de risco, com impacto potencial sobre cerca de 6% do comércio global da commodity, sustentando custos de frete e seguros. O índice dólar (DXY) recuou 0,14%, contribuindo marginalmente para conter quedas mais acentuadas ao tornar o açúcar mais competitivo para compradores com outras moedas.