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09/Apr/2026

Combustíveis: trégua EUA-Irã não elimina volatilidade

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã traz algum alívio em relação à escalada de custos globais de energia, mas não elimina os riscos de volatilidade. O efeito imediato sobre o Brasil deve ser limitado, uma vez que ainda não houve resolução completa do conflito e o Estreito de Ormuz permanece parcialmente restrito, influenciando cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo. Caso haja normalização total do fluxo pelo estreito, é provável que os preços internacionais do petróleo recuem de forma significativa, provocando arrefecimento generalizado de preços e menor apreensão dos agentes de mercado.

No entanto, a trégua não significa o fim do conflito, e o cenário permanece incerto, podendo gerar oscilações rápidas nos mercados de energia. A política de subvenções adotada pelo governo brasileiro para diesel, GLP e querosene de aviação (QAV), totalizando R$ 30 bilhões para abril e maio têm eficácia limitada, pois os mercados se ajustam mais rapidamente do que a implementação de políticas públicas, tornando difícil calibrar corretamente o impacto financeiro das ações. O impacto do aumento dos preços dos combustíveis se distribui de forma diferente na economia.

A gasolina influencia diretamente o IPCA, enquanto o diesel, apesar de ter peso menor no índice oficial, afeta toda a cadeia de custos, especialmente transporte e alimentos, ampliando o efeito indireto sobre diversos setores. A crise recente de combustíveis contaminou o preço do frete e, consequentemente, diversos índices de preços, tornando o efeito sobre a inflação mais complexo de medir. Em síntese, a trégua entre Estados Unidos e Irã gera expectativa de estabilidade de custos no curto prazo, mas a volatilidade global permanece elevada, e o Brasil ainda depende de políticas internas para proteger o mercado doméstico frente às oscilações internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.