09/Apr/2026
Em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, a Petrobras reafirmou que a variação do preço dos combustíveis percebida pelo consumidor não depende apenas de suas decisões. A companhia permanece há 637 dias sem reajustar para cima o preço da gasolina, registrando três reduções nesse período. Entretanto, a soma de fatores da cadeia, incluindo refinadores e importadores privados, distribuidoras e revendas, influencia as oscilações nos valores pagos nas bombas. Apesar da fatia da Petrobras e dos tributos terem permanecido estáveis desde dezembro de 2022, o preço ao consumidor aumentou de R$ 6,28 para R$ 6,78, evidenciando a relevância de decisões fora do controle direto da estatal. No diesel, o preço registrou queda acumulada de R$ 0,84 por litro entre dezembro de 2022 e março de 2026, equivalente a 18,6% ajustado pela inflação do período. Entre as medidas adotadas para reduzir pressões de alta, a Petrobras seguiu a decisão do governo de zerar PIS/Cofins do diesel A em 12 de março, com adesão imediata, e implementou ações anunciadas em 6 de abril, incluindo subvenções para diesel nacional e importado, além de isenção de impostos federais sobre o biodiesel. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.