09/Apr/2026
Segundo avaliação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o governo federal manteve o compromisso de não renovar as cotas que permitiam a importação de veículos híbridos e elétricos com alíquota zero de imposto. A medida reforça a política de recomposição tarifária para o setor automotivo. As cotas, encerradas em 31 de janeiro, autorizavam a entrada de veículos eletrificados sem incidência de imposto de importação, especialmente no regime SKD, no qual os automóveis são trazidos parcialmente montados para finalização em fábricas no Brasil. O modelo beneficiou montadoras com operação local baseada em montagem, com destaque para a BYD. A avaliação da entidade é de que não há expectativa de prorrogação do mecanismo.
Caso o tema volte à discussão, a posição do setor segue contrária à retomada do benefício, indicando alinhamento com a estratégia de fortalecimento da produção doméstica. Representantes da indústria afirmam que não houve solicitação formal recente para extensão das cotas. Ainda assim, o tema já foi objeto de debate anterior entre empresas e governo, especialmente por parte de montadoras que utilizam o regime de importação com montagem local. O encerramento do benefício ocorre em um momento de transição do setor automotivo, com aumento dos investimentos em eletrificação e instalação de novas plantas industriais no País, o que tende a influenciar a dinâmica competitiva entre produção local e importações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.