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08/Apr/2026

Açúcar: exportações da Índia pressionam futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram a sessão desta terça-feira (07/04) em queda na Bolsa de Nova York, atingindo o menor nível em duas semanas e meia. O vencimento maio recuou 39 pontos, ou 2,61%, e fechou a 14,58 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi pressionado principalmente pela sinalização de continuidade das exportações por parte da Índia. A manutenção dos embarques reduz as preocupações com eventuais restrições de oferta global, em um contexto no qual havia incerteza sobre possível redirecionamento da cana para a produção de etanol diante das tensões no mercado de energia.

No país asiático, a produção acumulada entre outubro e março avançou 9%, totalizando 27,12 milhões de toneladas. No Brasil, os fundamentos também contribuíram para o viés negativo. A produção acumulada de açúcar no Centro-Sul até meados de março registrou alta de 0,7%, com mix açucareiro elevado em 50,61%. Ao mesmo tempo, o avanço do hedge das usinas para a safra 2026/27, estimado em 42,6%, amplia a presença de vendas antecipadas, reforçando a pressão sobre as cotações.

As perspectivas de superávit global para o ciclo 2025/26, sustentadas pela recuperação produtiva em países relevantes, também contribuem para o cenário de maior oferta e preços mais pressionados. Por outro lado, fatores ligados ao mercado de energia e ao câmbio limitaram perdas mais intensas. A valorização do petróleo, com o WTI cotado a US$ 115,78 por barril, sustenta a competitividade do etanol, podendo influenciar o direcionamento do mix produtivo no Brasil ao longo da safra. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz o estímulo às exportações, oferecendo suporte adicional às cotações.