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07/Apr/2026

Etanol: preços em movimentos distinto entre regiões

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos últimos sete dias, os preços médios do etanol hidratado apresentam comportamento misto entre os Estados, com alta em dez Unidades da Federação, queda em outras dez e no Distrito Federal, e estabilidade em cinco Estados. No Amapá, não houve levantamento no período. O preço médio nacional registra recuo de 0,42% nos últimos sete dias, passando de R$ 4,72 por litro para R$ 4,70 por litro. Em São Paulo, principal referência do mercado, a queda é de 0,44%, com o valor atingindo R$ 4,52 por litro. Entre os destaques de alta, o Maranhão registra o maior avanço percentual, de 2,71%, com o preço passando de R$ 5,16 por litro para R$ 5,30 por litro.

Por outro lado, o Rio Grande do Norte apresenta a maior retração, de 4,44%, com recuo de R$ 5,85 por litro para R$ 5,59 por litro. A dispersão de preços ao consumidor permanece significativa. O menor valor observado em postos é de R$ 3,69 por litro, em São Paulo, enquanto o maior atinge R$ 6,60 por litro, no Acre. No recorte por médias estaduais, Mato Grosso do Sul apresenta o menor preço médio, de R$ 4,44 por litro, ao passo que Rondônia registra o maior, de R$ 5,70 por litro. O cenário indica um mercado ainda ajustando preços em meio às condições regionais de oferta e demanda, com variações pontuais e sem tendência uniforme no curto prazo. Nos últimos sete dias, o etanol hidratado mantém competitividade em relação à gasolina em apenas cinco Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo.

Na média nacional, a paridade entre o etanol e a gasolina é 69,32%, nível considerado favorável ao biocombustível na comparação direta com o derivado do petróleo. Ainda assim, o indicador mostra que a competitividade segue limitada em grande parte do País. Entre os Estados onde o etanol apresenta melhor relação de preços, a paridade é de 68,44% em Mato Grosso, 68,10% em Mato Grosso do Sul, 69,55% no Paraná, 69,87% em Roraima e 67,56% em São Paulo. Apesar do parâmetro tradicional de até 70% para viabilidade econômica, a competitividade do etanol pode se estender a níveis superiores, dependendo da eficiência energética dos veículos, o que pode ampliar sua atratividade em determinados contextos. O cenário indica que, embora ainda competitivo em regiões-chave, o etanol enfrenta limitações para ampliar sua participação frente à gasolina no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.