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06/Apr/2026

Combustíveis: governo evita controle direto de preços

O governo federal sinaliza que não pretende adotar mecanismos de controle direto de preços de combustíveis, priorizando medidas que preservem a governança das empresas e, ao mesmo tempo, reduzam os efeitos da volatilidade internacional sobre a economia doméstica. A diretriz considera o ambiente de alta global dos combustíveis, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. A estratégia contempla ações coordenadas entre União e Estados para garantir a oferta de diesel no País. Mais de 80% das unidades federativas aderiram à proposta de subvenção ao diesel importado, com subsídio de R$ 1,20 por litro no período entre abril e maio. O custo total estimado é de R$ 3 bilhões, dividido igualmente entre o governo federal e os Estados. A iniciativa busca mitigar impactos sobre transportadores e consumidores, sem interferir diretamente na política de preços das empresas do setor.

O desenho das medidas também considera efeitos sobre o resultado fiscal, com utilização parcial do aumento de arrecadação decorrente da elevação dos preços internacionais do petróleo. Há indicação de possibilidade de ampliação das ações, a depender da evolução do conflito internacional e de seus efeitos sobre os mercados de energia. Entre os segmentos monitorados estão o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o querosene de aviação (QAV), com eventuais medidas voltadas à contenção de impactos sobre custos e inflação. O conjunto de medidas busca equilibrar a proteção à economia doméstica, especialmente para famílias e setor de transporte, com a manutenção da responsabilidade fiscal. O cenário permanece condicionado à trajetória dos preços internacionais do petróleo e à duração das tensões geopolíticas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.