31/Mar/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram a sessão desta segunda-feira (30/03) em queda na Bolsa de Nova York, devolvendo os ganhos registrados no início do dia. O movimento foi influenciado principalmente pela valorização do dólar no mercado internacional. O índice US Dollar Index (DXY) atingiu o maior nível em cerca de dez meses e meio, impulsionando a liquidação de posições compradas e pressionando as cotações da commodity. O fortalecimento da moeda norte-americana reduz a atratividade de ativos denominados em dólar, como o açúcar.
Outro fator relevante foi o avanço nas fixações de preços por parte das usinas brasileiras. Dados da consultoria Czarnikow indicam aceleração significativa no hedge da safra 2026/27, com aumento expressivo em curto intervalo, aproveitando patamares recentes mais elevados de preços. No lado da oferta, os números divulgados pela Unica reforçam a percepção de mercado abastecido. A produção acumulada de açúcar no Centro-Sul apresentou leve alta na comparação anual, enquanto o mix açucareiro segue elevado, indicando maior direcionamento da cana para a produção do açúcar.
Apesar da pressão baixista, o mercado encontrou suporte parcial no setor energético. A alta do petróleo elevou a competitividade do etanol, o que pode incentivar um redirecionamento do mix para combustíveis e limitar a oferta global de açúcar. Avaliações do Rabobank apontam que preços mais altos do petróleo tendem a sustentar esse movimento. O cenário combina força do dólar, oferta consistente e influência do setor energético, resultando em maior volatilidade e ajustes nas posições do mercado internacional de açúcar.