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30/Mar/2026

Cana: rentabilidade impulsiona produção de etanol

A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2026/27 deve atingir 677 milhões de toneladas, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior, impulsionada principalmente pela Região Centro-Sul, que deve moer 620 milhões de toneladas, aumento de 3,68%. Nas Regiões Norte e Nordeste, a produção tende a recuar, com retrações projetadas de 7,5% e 1,8%, respectivamente, refletindo condições climáticas menos favoráveis e preços internacionais historicamente baixos que desestimulam a moagem de cana para açúcar. A qualidade da matéria-prima deve apresentar melhora, com o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) projetado em alta de 2,22%, indicando maior eficiência industrial na produção.

O principal movimento da nova safra será o fortalecimento do etanol. A produção de etanol hidratado de cana-de-açúcar deve alcançar 21,1 bilhões de litros, avanço de 8,21%, enquanto o anidro deve subir 14,24%, para 14,68 bilhões de litros. O etanol de milho também deve registrar expansão relevante, impulsionado pela maior demanda doméstica, alterações na política de combustíveis e efeitos do conflito no Oriente Médio. A elevação do teor de anidro na gasolina, de E27 para E30 e possivelmente E35, deve gerar demanda adicional estimada em até 4,6 bilhões de litros ao ano. O mix de produção refletirá a mudança estrutural, com 53% da cana-de-açúcar direcionada ao etanol ante 51% na safra anterior, enquanto a participação do açúcar recuará para 47%.

A produção nacional de açúcar deve cair 7,36%, para 40,3 milhões de toneladas, com o Centro-Sul registrando redução de 40 milhões para 37 milhões de toneladas. Esse recuo impacta diretamente o comércio externo, com exportações projetadas em 29 milhões de toneladas, queda de 14,2%. O cenário reforça a transformação estrutural do setor sucroenergético brasileiro, com o etanol consolidando protagonismo frente ao açúcar, sustentado por maior demanda interna, políticas de descarbonização e melhor rentabilidade no mercado internacional. Fonte: CNN Brasil. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.