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30/Mar/2026

Açúcar: produção brasileira pressiona os futuros

Os preços do açúcar demerara encerraram em queda na Bolsa de Nova York, com o contrato maio recuando 11 pontos (0,69%), para 15,76 centavos de dólar por libra-peso, refletindo movimento de correção técnica após máximas recentes e reação aos dados de produção no Brasil. A produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26, entre outubro e meados de março, atingiu 40,25 milhões de toneladas, alta de 0,7% na comparação anual, impulsionada pelo maior direcionamento da cana para o açúcar. O mix açucareiro alcançou 50,61%, acima dos 48,08% registrados no ciclo anterior, indicando maior oferta do produto no período. Na primeira quinzena de março, o processamento de cana somou 1,309 milhão de toneladas, recuo de 29,67% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A produção de açúcar na quinzena totalizou 6,02 mil toneladas, queda de 88,60%, com 84,11% da matéria-prima destinada à produção de etanol. O etanol de milho registrou volume de 386,62 milhões de litros no período. Fatores de sustentação limitaram quedas mais acentuadas, com destaque para a valorização do petróleo, com o Brent acima de US$ 100,00 por barril, mantendo a competitividade do etanol, além de entraves logísticos. Estimativas indicam que o fechamento do Estreito de Ormuz afeta cerca de 6% do comércio global de açúcar, elevando custos de frete e seguros. No cenário global, o mercado segue influenciado por expectativas de excedente. A produção da Índia até 15 de março alcançou 26,2 milhões de toneladas, alta de 10,5%. Projeções indicam superávit mundial entre 2,9 milhões e 3,4 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. O fortalecimento do índice dólar também contribuiu para pressionar as cotações na sessão.