27/Mar/2026
Os preços da gasolina no Brasil registram alta nas bombas, mesmo sem reajuste formal nas refinarias, refletindo a valorização recente do petróleo no mercado internacional em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O movimento ocorre em um ambiente de repasse gradual de custos ao consumidor final. Na semana encerrada em 28 de fevereiro, quando teve início o conflito, o preço médio da gasolina foi de R$ 6,28 por litro, com recuo de 0,32% na comparação semanal. A partir desse ponto, houve reversão da trajetória, com avanço para R$ 6,30 por litro em 7 de março (+0,32%), R$ 6,46 por litro na semana seguinte (+2,54%) e R$ 6,65 por litro em 21 de março (+2,94%), acumulando alta de aproximadamente 5,9% no período.
O último ajuste nas refinarias ocorreu em janeiro de 2026, com redução de 5,2%, enquanto o último aumento havia sido registrado em julho de 2024, de 1,72%. Para o diesel, houve reajuste de 11,6% em 13 de março. Na segunda semana do mês, o preço do diesel já acumulava alta de 20,6%, atingindo R$ 7,65 por litro na comparação com a semana de 22 a 28 de fevereiro. A dinâmica de formação de preços ao consumidor reflete um mercado mais descentralizado, com participação de agentes privados tanto no refino quanto na distribuição, reduzindo a influência direta de reajustes nas refinarias sobre os preços finais. No mercado internacional, o petróleo registrou recuo recente, com o WTI para maio cotado a US$ 90,32 por barril (-2,19%) e o Brent para junho a US$ 97,26 por barril (-2,96%), diante de expectativas de cessar-fogo no conflito.
Ainda assim, a volatilidade externa segue elevada. Para a inflação, o impacto imediato na prévia de março tende a ser limitado, em função da janela de coleta que inclui períodos anteriores à aceleração dos preços. A estimativa aponta alta de 0,22% na gasolina no IPCA-15. No índice cheio de março, a expectativa é de avanço mais expressivo, com alta de 2,8%, contribuindo com cerca de 0,14 ponto porcentual para uma inflação projetada de 0,38%. Outras estimativas indicam impacto entre 0,20% e 0,25% no índice cheio, refletindo a elevação recente de aproximadamente 5,5% nos preços da gasolina nas bombas nas últimas semanas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.