26/Mar/2026
O Brasil não enfrenta, neste momento, problemas generalizados de abastecimento de combustíveis, mas há risco crescente, especialmente para o diesel, caso persista a defasagem de preços e a importação permaneça deprimida. Segundo a ASA, a disparada nos preços internacionais do petróleo elevou os custos ao longo da cadeia, parcialmente repassados aos consumidores via margens de distribuição e revenda, mistura com etanol na gasolina e atuação de refinadores privados. Esse cenário levou os postos a operarem próximos do teto de preços, acelerando o repasse mesmo sem reajustes formais da Petrobras, com reflexo esperado no IPCA de março. No caso do diesel, a situação é mais crítica. A Petrobras mantém preços abaixo da paridade internacional, inviabilizando importações privadas, responsáveis por cerca de 30% do abastecimento nacional. A defasagem elevada, mesmo com subsídio do governo, fez as compras externas caírem fortemente e reduziu a oferta no mercado. Isso já começa a gerar pressão na distribuição e episódios pontuais de falta de produto, além de maior dependência da Petrobras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.