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17/Mar/2026

Açúcar: dólar e produção da Índia pressionam futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara registraram queda na sessão desta segunda-feira (16/03) na Bolsa de Nova York, ampliando o movimento de desvalorização observado ao longo do dia. O contrato com vencimento em maio encerrou o pregão a 14,19 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 18 pontos ou 1,25%. A pressão sobre as cotações está associada principalmente ao fortalecimento global do dólar, que permanece próximo das máximas dos últimos três meses e meio frente a outras moedas. A valorização da divisa norte-americana encarece o açúcar para compradores que operam em outras moedas e tende a reduzir a demanda internacional no curto prazo. O cenário cambial também incentiva a fixação de vendas por parte das usinas brasileiras, uma vez que a taxa de câmbio mais elevada melhora a rentabilidade das exportações em moeda local.

No último pregão, o dólar encerrou próximo de R$ 5,32 no Brasil, fator que reforça esse movimento de comercialização. Outro elemento de pressão sobre o mercado vem do avanço da produção na Índia, segundo maior produtor global da commodity. Dados divulgados pela Federação Nacional de Cooperativas de Açúcar da Índia indicam que a fabricação do país atingiu 26,17 milhões de toneladas até 15 de março na safra 2025/26, volume cerca de 10% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. Apesar do movimento negativo das cotações, parte das perdas é limitada por fatores relacionados ao setor energético e aos fundamentos de oferta no médio prazo. O petróleo de referência internacional, o Brent crude oil, segue negociado acima de US$ 100 por barril, sustentado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas incertezas em torno do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global da commodity.