17/Mar/2026
De acordo com nota conjunta de Bioenergia Brasil, União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção brasileira de etanol deve atingir nível recorde na safra 2026/27, com acréscimo de quase 4 bilhões de litros ao mercado doméstico. O volume adicional é próximo ao total de gasolina importado pelo Brasil em 2025 e tende a ampliar a capacidade de amortecimento do sistema de combustíveis diante da volatilidade internacional do petróleo. A expansão da oferta ocorre em um contexto de maior instabilidade no mercado global de energia e reforça o papel do etanol como alternativa doméstica para a matriz de combustíveis. O aumento da produção contribui para reduzir a exposição do mercado interno às oscilações do petróleo e amplia a disponibilidade de combustível renovável de origem nacional.
Considerando o etanol hidratado e o etanol anidro misturado à gasolina, o biocombustível já representa mais de 30 bilhões de litros de gasolina equivalente no consumo brasileiro de combustíveis. O produto também tem mantido competitividade frente à gasolina na maior parte do mercado consumidor. Nos últimos anos, o preço do etanol permaneceu abaixo da paridade de 73% em relação à gasolina, nível considerado competitivo para o uso em veículos flex. Esse diferencial gerou economia estimada em R$ 5 bilhões aos consumidores em 2025 e mais de R$ 140 bilhões desde a introdução dos veículos flex no País, com ganhos ampliados em períodos de preços elevados do petróleo. O avanço da oferta de etanol resulta de políticas públicas estruturais voltadas ao desenvolvimento do setor de biocombustíveis no Brasil.
Entre os principais marcos estão o Programa Nacional do Álcool, a difusão dos veículos flex e iniciativas mais recentes de transição energética, como o RenovaBio, o Programa Combustível do Futuro e o Programa Mobilidade Verde e Inovação. Outro fator relevante é a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30%. O ambiente regulatório associado a essas políticas permitiu expansão de aproximadamente 30% na capacidade produtiva do setor nos últimos anos, com mais de 20 novas plantas com comunicado de construção registrado na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O aumento da produção de etanol reforça a segurança energética do Brasil em um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas e volatilidade nos preços do petróleo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.