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13/Mar/2026

Cana: clima e incêndios pressionam produtividade

Segundo a BP Bioenergy, os efeitos das queimadas registradas em 2024 e das condições climáticas adversas nas últimas temporadas devem influenciar negativamente o desempenho produtivo dos canaviais na safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil. As análises indicam que parte das lavouras apresenta atraso no desenvolvimento vegetativo, resultado de impactos acumulados ao longo dos últimos ciclos produtivos. Em algumas áreas operadas pelo grupo, os incêndios registrados em 2024 atingiram quase 40% da área cultivada, provocando perdas de soqueira e comprometendo o potencial produtivo dos canaviais.

Os efeitos dessas ocorrências não se restringem a uma única safra. A degradação das áreas afetadas tende a repercutir também nos ciclos seguintes, influenciando o desempenho produtivo ao longo de 2025 e 2026 e refletindo nas perspectivas da safra 2026/27. Em resposta aos eventos registrados, a empresa adotou em 2025 mudanças na estratégia de prevenção e combate a incêndios, ampliando o uso de tecnologias de monitoramento e de controle de focos nas áreas agrícolas. Mesmo com o reforço dessas medidas, as condições climáticas permanecem como fator determinante para o desempenho da cultura.

A distribuição irregular de chuvas ao longo do final de 2025 comprometeu a reposição de água no solo em momentos críticos para o desenvolvimento da cana-de-açúcar, reduzindo o potencial produtivo das lavouras e afetando o crescimento das plantas. Como consequência, diversas áreas apresentam atraso no ciclo vegetativo em relação ao padrão histórico. Em meados de março, o estágio de desenvolvimento dos canaviais corresponde a condições que normalmente seriam observadas em janeiro, indicando defasagem estimada em aproximadamente 60 dias no crescimento da cultura. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.