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13/Mar/2026

Açúcar: petróleo e déficit global elevam futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram em alta na Bolsa de Nova York, refletindo a valorização do setor energético e o ajuste nas projeções do balanço global da commodity. O contrato com vencimento em maio avançou 13 pontos, equivalente a 0,91%, e fechou a 14,38 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi sustentado principalmente pela forte elevação das cotações do petróleo, que registraram avanço próximo de 8% no mercado internacional.

A valorização ocorreu após o fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, evento que ampliou as preocupações com a oferta global de energia e levou o petróleo Brent a US$ 91,98 por barril. O aumento do preço do petróleo tende a melhorar a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, especialmente no Brasil, principal produtor e exportador mundial de açúcar. Esse cenário amplia a possibilidade de maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol na safra 2026/27, o que pode limitar a oferta global de açúcar. Além do fator energético, o mercado também reagiu a revisões nas estimativas do balanço global da commodity.

Projeções recentes indicam déficit mundial de 800 mil toneladas na temporada 2025/26 e de 2,7 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, sinalizando redução da folga na oferta global. Outras estimativas para a safra 2026/27 também apontam redução significativa no superávit global inicialmente previsto. A projeção foi ajustada de 2,9 milhões para 870 mil toneladas, refletindo cortes nas expectativas de produção em importantes regiões produtoras e mudanças no direcionamento da cana-de-açúcar no Brasil entre açúcar e etanol.