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13/Mar/2026

Petróleo: guerra no Oriente Médio reduz oferta global

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo a projeção de crescimento da oferta global de petróleo em 2026 em razão dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre fluxos logísticos e produção regional. A estimativa de expansão da oferta foi reduzida para 1,1 milhão de barris por dia (bpd), abaixo da projeção anterior de 2,4 milhões de bpd. De acordo com o relatório mensal da entidade, sediada em Paris, o aumento da oferta global deverá vir integralmente de produtores fora da aliança Opep+. O conflito militar tem levado produtores relevantes do Golfo a reduzir a produção, restringindo a capacidade de expansão da oferta dentro do grupo. Para março, a AIE projeta queda significativa na produção global de petróleo, estimada em 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd. O volume representa o menor nível registrado desde o primeiro trimestre de 2022.

A agência avalia que o conflito regional provocou a maior interrupção de oferta já registrada no mercado global de petróleo. No mês anterior, o suprimento mundial havia registrado expansão de 380 mil bpd antes da intensificação das tensões geopolíticas. Um dos principais fatores de disrupção é a paralisação parcial do tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. A intensificação de ataques a embarcações e instalações energéticas na região tem afetado o fluxo logístico e ampliado as restrições à exportação de petróleo. Entre os produtores impactados estão Kuwait e Iraque, que iniciaram cortes de produção diante das dificuldades logísticas e de transporte. Já a Arábia Saudita passou a redirecionar parte dos fluxos de exportação por rotas alternativas para reduzir os impactos sobre o abastecimento internacional.

No lado da demanda, a AIE também revisou para baixo a estimativa de crescimento global do consumo de petróleo em 2026, projetando avanço de 640 mil bpd, inferior à estimativa anterior de 850 mil bpd. A revisão reflete o impacto da alta dos preços da energia e das incertezas associadas ao conflito sobre a atividade econômica e o consumo energético. Para os meses de março e abril, a agência reduziu em cerca de 1 milhão de barris a projeção de crescimento da demanda global, indicando desaceleração temporária do consumo diante do cenário de maior volatilidade e custos elevados de energia. No contexto das perturbações no mercado, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais mantidas pelos países-membros, medida voltada a ampliar a oferta disponível e mitigar pressões sobre os preços internacionais da commodity. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.