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12/Mar/2026

Combustíveis: movimentação de preços em março

O preço médio do diesel S-10 no Brasil registrou alta de 9,6% nas primeiras semanas de março após o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, enquanto a gasolina apresentou avanço mais moderado no período. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, realizado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, analisou a evolução dos preços médios nacionais entre 25 de fevereiro e 9 de março. No intervalo analisado, o diesel S-10 passou de R$ 6,06 por litro para R$ 6,64, representando aumento de R$ 0,58 por litro. No mesmo período, a gasolina comum avançou de R$ 6,37 para R$ 6,45 por litro, elevação de R$ 0,07. O etanol permaneceu praticamente estável, ao redor de R$ 4,74 por litro.

Logo após o início do conflito, entre 28 de fevereiro e 1º de março, os três combustíveis registraram leve recuo. A gasolina foi cotada a R$ 6,34 por litro, queda de 0,6%, enquanto o etanol caiu 0,2%, para R$ 4,73, e o diesel recuou 1,1%, para R$ 5,99. Na sequência, em 3 de março, os preços voltaram a se aproximar dos níveis observados antes do conflito. A gasolina foi registrada a R$ 6,37 por litro, variação de -0,2%, o etanol permaneceu em R$ 4,73, também com queda de 0,2%, e o diesel subiu 0,6%, alcançando R$ 6,10. Os dados mais recentes indicam aceleração da alta do diesel, combustível considerado mais sensível a choques externos devido ao seu uso intensivo no transporte de cargas e em atividades industriais.

Esse comportamento reflete a forte ligação do diesel com a dinâmica internacional do mercado de petróleo, fazendo com que tensões geopolíticas relevantes se transmitam de forma mais rápida para esse segmento. A evolução dos preços também pode refletir ajustes na oferta e na distribuição doméstica, além de movimentos preventivos dos agentes da cadeia de abastecimento diante dos possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado global de petróleo. No Brasil, a trajetória dos combustíveis é acompanhada de perto devido ao peso desses itens no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Uma elevação mais persistente do diesel pode pressionar custos logísticos e cadeias produtivas, com potencial impacto sobre o custo de vida nas próximas semanas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.