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12/Mar/2026

Combustíveis: Petrobras deve reajustar os preços

O mercado de combustíveis no Brasil deve registrar reajustes nos preços nas refinarias em curto prazo, diante da forte alta das cotações internacionais do petróleo e da ampliação da defasagem entre os preços domésticos e os valores de referência no mercado global. Apesar desse cenário de pressão altista, o abastecimento nacional segue garantido e não há risco de escassez de combustíveis. Assim, não há necessidade de corrida de distribuidoras às refinarias ou de consumidores aos postos, uma vez que o sistema de oferta permanece operando normalmente.

A avaliação é de que o aumento de preços tende a ocorrer em breve, considerando a necessidade de alinhamento da política comercial da Petrobras às condições do mercado internacional. A companhia atua como empresa de capital misto e, portanto, busca preservar equilíbrio econômico em sua política de preços. Indicadores do mercado apontam que os preços praticados nas refinarias apresentam atualmente defasagem relevante em relação às referências internacionais. Estimativas indicam diferença de cerca de 48% para o diesel e de 25% para a gasolina, o que abriria espaço para reajustes próximos de R$ 1,55 por litro no diesel e de R$ 0,62 por litro na gasolina.

Diante da maior volatilidade do mercado internacional, a Petrobras também adotou medidas operacionais para organizar a distribuição de combustíveis, limitando as retiradas nas refinarias à chamada cota diária previamente contratada pelos clientes. A medida busca evitar movimentos especulativos ou compras acima do volume usual. Em algumas regiões do País, especialmente em áreas agrícolas em plena safra, há relatos de produtores buscando antecipar compras de diesel diante da expectativa de aumento de preços. Esse movimento, no entanto, não altera o quadro geral de abastecimento, que permanece estável.

A companhia também realiza leilões pontuais de combustíveis como instrumento de ajuste entre oferta e demanda. Em um desses processos, foi ofertado volume de 20 mil metros cúbicos de diesel para entrega a partir de 16 de março, mecanismo utilizado em momentos de desequilíbrio entre disponibilidade de produto e demanda do mercado. Para as distribuidoras, o ambiente atual é de maior cautela, uma vez que a formação de preços precisa considerar não apenas o custo de aquisição do combustível, mas também a necessidade de recomposição de estoques em um cenário de elevação das cotações internacionais. Nesse contexto, a volatilidade dos preços globais de energia, agravada por tensões geopolíticas e eventuais restrições logísticas, tende a continuar influenciando a dinâmica de preços no mercado brasileiro no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.