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12/Mar/2026

Açúcar: projeção de déficits nas próximas safras

Segundo a Datagro, o mercado global de açúcar deve registrar déficits tanto na atual quanto na próxima temporada. Projeções que indicam aperto no balanço entre oferta e demanda. A estimativa aponta saldo negativo de 800 mil toneladas no ano comercial 2025/26 e de 2,7 milhões de toneladas em 2026/27. As projeções consideram um cenário conservador para a demanda global. O crescimento do consumo é estimado em 0,1% em 2025/26 e em 0,35% em 2026/27. Mesmo com expansão modesta da demanda, o balanço global tende a permanecer negativo em razão de incertezas produtivas em importantes países produtores.

O resultado final do ciclo na Índia é apontado como um dos principais fatores de risco para o equilíbrio do mercado. A produção indiana de açúcar em 2025/26 é estimada em 30 milhões de toneladas, abaixo de projeções anteriores que superavam 32 milhões de toneladas. Há ainda possibilidade de revisão adicional para baixo, considerando estimativas do setor sucroenergético do país que apontam volume de cerca de 29,3 milhões de toneladas. Outros produtores relevantes também apresentam perspectivas menos favoráveis. Na Tailândia, a moagem de cana é projetada em aproximadamente 98 milhões de toneladas em 2025/26 e pode recuar para 90 milhões de toneladas em 2026/27. Nesse cenário, a produção de açúcar na Tailândia poderia atingir cerca de 9,7 milhões de toneladas no próximo ciclo.

Na União Europeia, os preços mais baixos do açúcar têm pressionado a rentabilidade da cultura da beterraba, levando à expectativa de redução da área plantada. Mesmo com um corte considerado conservador de 8%, a área cultivada ficaria no menor nível dos últimos 45 anos. Ao mesmo tempo, a China deve manter papel relevante no comércio internacional da commodity. A expectativa é de que o país importe cerca de 5 milhões de toneladas de açúcar em 2026, movimento voltado à recomposição de estoques, cuja meta é equivalente a aproximadamente 20% a 22% do consumo interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.