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12/Mar/2026

Raízen: ações voláteis com recuperação extrajudicial

A primeira etapa do pregão desta quarta-feira (11/03) na B3 foi novamente marcada por um pedido de recuperação extrajudicial, desta vez, da Raízen. A empresa busca renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. A pressão sobre o papel se concentrou na abertura dos negócios, mas a ação chegou a subir no começo da tarde. As ações da Raízen chegaram a cair 11,54% no início da sessão. Convém lembrar que os papéis são penny stocks e qualquer alteração do preço na casa de centavos é bastante amplificada em termos percentuais. A joint venture entre a Shell e a Cosan protocolou seu pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas, o maior processo do tipo no Brasil. O pedido já conta com a adesão de credores detentores de cerca de 47% da dívida.

O plano prevê diferentes alternativas para a reestruturação financeira do grupo, incluindo a possibilidade de venda de ativos e outras medidas destinadas à redução da alavancagem. Segundo o documento apresentado à Justiça, a Raízen busca alternativas para reorganizar sua estrutura financeira e reduzir o nível de endividamento. O plano afirma que as empresas vêm conduzindo esforços de redução da alavancagem "por meio da venda de ativos não essenciais" e da renegociação do passivo financeiro. Na visão da Fatorial Investimentos, esse processo muda o foco do investidor da operação para a estrutura de capital da Raízen, e o mercado agora tenta entender qual será o desenho final da reestruturação. O ponto central é se haverá conversão relevante de dívida em ações, hipótese mencionada pela companhia hoje cedo, o que poderia gerar diluição para os atuais acionistas.

Também será importante observar eventuais vendas de ativos e capitalização pelos controladores. No curto prazo, a volatilidade tende a permanecer elevada. O que definirá o preço do papel será a velocidade e a credibilidade do plano de reestruturação apresentado aos credores. A redução do ritmo de queda das ações se deve à leitura do mercado, que passou de um "cenário de medo difuso para um problema identificado e negociável". Para completar, a Moody's rebaixou o rating de crédito corporativo da Raízen de Caa1 para Caa3, mantendo uma perspectiva negativa. A Cosan, por sua vez, informou que o processo possui escopo restrito às obrigações financeiras específicas dessas empresas, não envolvendo, afetando ou gerando qualquer repercussão sobre as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.