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10/Mar/2026

Bebidas alcoólicas: produção brasileira cai em 2025

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil registrou recuo de 0,8% em janeiro, conforme dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da retração mensal, a leitura predominante no mercado é de que o desempenho do setor apresenta quadro relativamente mais equilibrado em comparação com 2025. No ano anterior, os volumes da categoria registraram queda de 4,7% em relação ao ano anterior, mesmo com o Produto Interno Bruto brasileiro avançando 2,3%. Esse descompasso entre atividade econômica e consumo de cerveja foi considerado atípico dentro da dinâmica histórica do setor, uma vez que o consumo da bebida costuma acompanhar de forma relativamente próxima o desempenho da economia.

A retração observada em 2025 foi atribuída a uma combinação de fatores, incluindo condições climáticas desfavoráveis, dinâmica incomum de preços entre as principais cervejarias, retorno da sazonalidade observada antes da pandemia de Covid-19 e características de maturidade do mercado brasileiro de cerveja. Para 2026, as perspectivas indicam redução desse descompasso entre consumo e atividade econômica. As projeções apontam crescimento de 2% no volume de cerveja no Brasil, sustentado pela ausência, até o momento, de novos choques climáticos relevantes e pelo incremento de demanda associado à realização da Copa do Mundo da FIFA.

Também se projeta menor intensidade nas estratégias de preço entre as principais cervejarias em relação ao observado no ano anterior, fator que pode contribuir para maior estabilidade no comportamento do mercado. No ambiente financeiro, a avaliação predominante indica que os papéis do setor tendem a permanecer em faixa relativamente estreita de negociação. Entre os fatores de suporte estão a geração consistente de caixa, estrutura de capital considerada sólida, capacidade de distribuição de dividendos e níveis de valuation avaliados como adequados frente a concorrentes globais. A materialização de novos movimentos de valorização dependerá de sinais mais claros de expansão sustentável da rentabilidade do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.